Foto Ilustração/Arquivo Pexels
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Nessas férias escolares, planejei uma viagem com minha esposa e nossos filhos João Pedro e Maria Laura. Uma semana em Gramado (RS) e região, para curtirmos em família. Foram as primeiras férias que tivemos todos juntos, desde quando soubemos que nosso segundo filho seria uma menina, Maria Laura.

As circunstâncias da vida impuseram à Maria Laura grave cardiopatia congênita. O tratamento consistiu na realização de intervenção no coração de nossa filha ainda na fase intraútero, somado à realização de três complexas cirurgias ao longo dos seus primeiros três anos de vida, além de inúmeros cateterismos corretivos.

Foram momentos muito difíceis, para todos. Intercorrências inesperadas, longas internações na capital paulista, muitas terapias, custos elevados, tudo exigiu demais da família e, evidentemente, da nossa pequena Maria Laura e seu irmão João Pedro. Isso somado aos desafios profissionais e acadêmicos...

Daí o momento único, de alegria ímpar, ao podermos desfrutar de férias em família, sem nenhuma cirurgia programada em nossas agendas. Estávamos leves, despreocupados, sem aquela tensão silenciosa vivenciada nos últimos quatros anos. Férias, na essência da palavra!

Faço esse relato pessoal para reflexão do leitor. O que importa da vida? Títulos acadêmicos, um novo carro, reconhecimento profissional? Evidentemente que tudo isso gera satisfação e conforto. Mas confesso que nada disso me proporcionou maior felicidade que a partida de Banco Imobiliário (isso mesmo, aquele antigo jogo) jogada em família nessas férias, no frio de Gramado, à beira do fogão à lenha, acompanhado de um saboroso vinho e pinhão, e de muitas risadas com meus filhos e esposa. Simples desse jeito!

Stephen Hawking, em seu último livro intitulado "Breves Respostas para Grandes Questões", nos lembra que “somos todos viajantes do tempo em uma jornada rumo ao amanhã.” Espero que todos os leitores tenham, em suas jornadas individuais, um amanhã tão gratificante quanto aquele momento vivenciado à beira do fogão à lenha. Particularmente, desejo intensamente novos momentos como aquele. Pois, ao final, o que importa da vida são as belas lembranças.

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