Aposto que você saiu da cama pela manhã para ser feliz no dia de hoje, acertei? Só um louco, louca, pensa em sair da cama para ser infeliz. Essa é a nossa luta na vida, ser feliz.

Já pensamos de tudo para chegarmos à felicidade ou, pelo menos, saber onde ela está. Luta renhida, ô, baita luta! Pelo desejo de ser feliz, os humanos, desde tempos imemoriais, têm tentado de todos os modos ter essa figurinha difícil nos braços, a felicidade. Dois caminhos são bem conhecidos.

Para ser felizes precisamos ou de um sonho ou de uma missão. Comecemos pela missão. Missão na vida é uma tarefa/jornada que nunca se conclui, ela só acaba com a morte do “missionário”, ajudar pessoas em necessidade, por exemplo. Já o sonho é diferente. O sonho é um objetivo, digamos, ter a casa própria ou ganhar a Maratona de Nova Iorque. Sonhos plenamente realizáveis...

A grande encrenca é o sonho sobre um “absoluto”, e foi sobre isso que pensei às últimas horas. Vou logo aos exemplos. Desde tempos perdidos na história humana que olhamos para a lua, imaginando de tudo um pouco e... claro, imaginando a oportunidade de um dia andar sobre ela e de lá olhar a Terra.

Pois esse sonho foi realizado por muitos homens, mas... Esse é o tipo de sonho que se for realizado, babaus, acabam-se os sonhos na vida e a pessoa tende a cair em depressão. Foi o que aconteceu aos dois primeiros cidadãos que pisaram sobre a lua: Neil Armstrong e Buzz Aldrin.

Os dois eram pilotos militares dos Estados Unidos, habilitaram-se à grande aventura, ao supremo dos riscos: ir até à lua. Lutaram, qualificaram-se e foram. Pisaram na lua, foram pioneiros, fama, nomes na História e... cava depressão depois disso.

É que chegar à lua era sonho máximo de candidatos ao espaço. Depois da realização do sonho, o que lhes poderia sobrar como sonho para esses pioneiros? Nada, senão o vazio e a depressão. E eles mergulharam na depressão. É por isso que se diz que o melhor da festa é esperar por ela...

Encurtando a história, que tenhamos sonhos, sonhos que, uma vez realizados, não acabem conosco; ou então que sigamos uma missão, essa nunca acaba e nunca nos deprime. Escolha seu caminho. Eu escolhi o meu faz tempo, mas não conto nem a pau, Juvenal...

Vida

Ter sonhos irrealizáveis é coisa de gente insana, mas correr atrás de um sonho que não sabemos de sua dificuldade faz-nos bem. O melhor exemplo é aquele do desenho que mostra um cavalinho correndo atrás de uma cenoura que lhe está pendurada diante do focinho. O cavalinho “nunca” vai alcançar a cenoura, mas luta avidamente por ela. E essa luta dá forças ao cavalinho... Sonhos são vida, sem eles é o deserto da depressão.

Intimidade

História do folclore político. Uma repórter se aproxima do presidente Jânio Quadros e diz: - “E aí, Jânio, o que há de novo? E Jânio responde: - “O que há de novo é esta nossa intimidade. Intimidade, minha jovem, só traz aborrecimentos e filhos, e eu não quero nenhum dos dois com a senhorita”? Parece piada, mas é muito comum repórteres não “dobrarem a língua” ao entrevistar pessoas. Que os mal-educados não esqueçam nunca de chamar as pessoas de senhor ou senhora, evita as intimidades que não lhe foram dadas. Néscios.

Falta dizer

Veja o que acabei de ler – “Depressão e ansiedade podem aumentar no fim do ano”. Diga-me se pode uma estupidez dessas! Dezembro, festas, família, Papai Noel, 13º, férias, alegrias... e idiotas se deprimem. Falta de laço.