Lembrar de alguma coisa tanto nos pode fazer bem quanto mal, depende do que for lembrado. Lembrei de uma boa agora. Cenas, diálogos de uma novela, se bem me lembro, Flor do Caribe.

Muitas novelas me marcaram. Hoje as novelas, por melhores que sejam em seus conteúdos, não se comparam à novela de terror que está sendo escrita todos os dias em Brasília, um terror sem máscara...

Nessa novela, Flor do Caribe, havia o dono de uma mina de pedras preciosas, Cassiano.

Um dia, conversando com um velho sábio, Don Rafael, este, disse ao jovem arrebatado pelas pedras que ia colher de suas minas: - “Jovem, ouça, não extraia muitas pedras de uma vez, não sature o mercado, a raridade eleva o preço das pedras”. Inesquecível.

Vale para nós todos, aqui do lado de fora, “mineradores” das batalhas sociais.

Se as pedras preciosas perdem o valor ao se tornarem fáceis e comuns, o que dizer das pessoas? Qual é o valor “comercial”, de mercado, de uma pessoa comum? Um salariozinho.

Já uma pessoa rara vale muito mais. Sim, mas o que seria uma pessoa rara no mercado? Essa pessoa pode ser muitas coisas, depende das circunstâncias.

Somos, antes de tudo, um produto social, você sabe disso. Precisamos de boa embalagem à qualidade interna para sermos um produto procurado, apreciado, como qualquer produto.

E quem são os nossos “clientes”, os nossos “consumidores”? Todas as pessoas que cruzam o nosso caminho, de familiares a colegas, chefes, pessoas da rua, todos.

Pessoas raras são pessoas educadas, de bons modos, são pessoas com conhecimentos abrangentes, excelente qualificação profissional, éticas, moralmente saudáveis, pessoas que entre um videogame, um fuxico ou um livro não piscam, ficam com o livro...

Pessoas raras são aquelas que, durante muito tempo, me fizeram criar e apresentar uma palestra sob o título de “Como ser diferente no mundo dos iguais”, modéstia à parte, um sucesso dentro das empresas.

Agora me diga, quem é que não pode ser essa pessoa rara a confundir-se com a raridade de uma pedra preciosa? Não podem as que não querem, as que vivem, por maioria, buscando desculpas para não sair do atoleiro das pedras comuns, das pedras de calçamento de rua... Mas, bem que podiam ser pedras raras, com preço de mercado lá em cima.

Poderosos

Depois dos pais em casa, os professores “devem ser” os mais poderosos influenciadores na formação da vida moral e profissional dos jovens. Estou imaginando os professores voltando às salas de aula, vão voltar poderosíssimos com tantos livros que estão lendo nesta “quarentena”, bah, deve ser quase um livro por dia... Irônico? Eles sabem por que digo isso, sabem... Livros, como é que se escreve, é com “z”?

Doença

Num jornal de São Paulo... Um ordinário de 20 anos diz que “Perco a noção da hora e vou dormir tarde, horas e horas jogando”. É um contumaz jogador de videogames.

O ignorante não deve saber que a Organização Mundial da Saúde já colocou esse vício no catálogo das doenças como Distúrbio Psiquiátrico, outrora chamado de loucura.

Milhares aqui por perto no mesmo barco dessa patologia mental. Desajustados. Imagine esse tempo todo em leituras...

Falta dizer

Diga-me se tem cabimento. Uma lambisgoia (você a conhece da TV) foi manchete num site de jornalismo: - “Fulana posa de fio dental”.

Visando a que a idiota fez isso? Por que não pousou com um livro na mão? Outra diz que o marido não gostava de sexo e ela tinha que se contentar com um vibrador. O despudor assumiu o plantão.

 

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