Se você, homem ou mulher, vive esticando o olho para o futuro, vivendo em ansiedade, alimentado medos e inseguranças sobre o porvir, há um bom remédio para isso. O remédio não cura, mas indica o caminho e aponta tendências. Vou puxar a cortina, clarear a conversa.

Antes de tudo, nossas angústias referentes ao futuro se misturam à chamada angústia vital, uma angústia típica dos humanos em função da consciência. A consciência, clara ou não, nos inquieta em razão da finitude. Pensamos no futuro, perdemos o sono com ele, mas, ao mesmo tempo, sabemos que pode não haver futuro... Ninguém sabe de seu prazo de validade, e todos o temos. Aí está a bruxa asquerosa da nossa fogueira existencial.

A Bíblia, que é um resumo da sabedoria humana de tempos imemoriais, nos diz que – “O que foi será, o que se fez, se tornará a fazer; não há nada de novo debaixo do sol”. É de pensar. A frase é picante.

Veja, a Bíblica garante que – “O que se fez, se tornará a fazer”. Traduzindo: nossas inquietações em relação ao futuro podem ser diminuídas se olharmos para o passado e revisarmos o que andamos fazendo. Todas as nossas estupidezes do passado tendem a ser repetidas no aqui e agora e de igual modo no futuro... O que é já foi, o que foi será...

Estamos sempre à beira do abismo da repetição de nossas bestialidades, afinal, somos um motor de repetição, a repetição do condicionamento gerado pela primeira educação na infância, o celebrado “período de molde”. Não nos damos conta, mas em situações semelhantes costumamos reagir do mesmo modo. E aí é que está a encrenca quando as reações são contraindicadas... Termos consciência de nossos valores, de nossos contumazes ímpetos, de nossas boçalidades, enfim, é bom remédio, mas não é remédio garantido... É bom, mas não é 100%...

Aliás, dizendo o que estou a dizer, lembro Maquiável, o famoso. Ele dizia que – “Para predizer o que vai acontecer é preciso saber o que ocorreu antes...”. Vale para os fatos sociais e vale muito mais para nós. Saber disso no casamento, por exemplo, é prudente. Sei como sou e... tenho que me controlar em certos momentos... Não raro, é claro, damos com os burros n’água nessa tentativa, mas é melhor tentar do que ignorar quem somos e o que já fizemos na vida...

Riscos

Quando os pais têm filhos com problemas de saúde esses pais têm que vigiar a criança o tempo todo, até enquanto der na vida. Acabo de ouvir na tevê a história de um menino “celíaco” que ficou muito mal de saúde ao ir (sozinho) a uma festa no colégio e comer o que não devia. Deu-se mal, foi internado, e os pais – pateticamente – culparam as professoras. As professoras? Como que deixaram sozinho um filho com problemas de saúde? Eu queria esses pais na minha delegacia...

Elas

Leitora, “segure-se”, não é machismo, é mercado. Ouça esta de um site de jornalismo: - “Seu currículo é muito bom, uma pena que você tem filhos...” É assim que o mercado vê mulheres com filhos pequenos: uma futura e garantida encrenca. Mulheres com filhos pequenos faltam muito ao trabalho... Melhor não as contratar; é o que muitas empresas pensam. Dizem não ser machismo, mas para evitar absenteísmos...

Falta dizer

Seguido vejo na Internet figuras “famosas” da televisão ou das “artes” em poses e ações vulgares, contraindicadas à boa imagem pessoal e um prejuízo para as empresas que as contratam. Os/as vulgares precisam saber que fora da empresa ainda são a empresa... Não se queixem depois dos deboches públicos.