Foto Arquivo
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Se você não estiver com uma “corda” no pescoço, duvido que responda de primeira a esta pergunta:- O que a/o faz feliz? Essa pergunta costuma fazer as pessoas repeti-la: o que me faz feliz? Ato contínuo, a pessoa ergue os olhos e os revira. Está à procura da resposta. O que era para nos saltar dos lábios como pipoca quente na panela, nos faz pensar.

Os olhos vão para cima e para a direita, posição de quem tenta lembrar-se de alguma coisa. Somos todos assim, salvo quando estamos com a tal corda no pescoço. Nesse caso, a resposta vem de pronto, a pessoa quer se livrar da corda, que costuma ser um problema sério.

Fora disso, reviramos os olhos, não temos certeza do que nos faz felizes. Era preciso relembrar essa passagem para chegar ao que hoje me traz até você.

Acabei de ler um artigo da Carol Bensimon, jornalista gaúcha, na revista Claudia, ela termina o artigo com uma pergunta. A pergunta me fez revirar os olhos à procura da resposta: onde eu gostaria de estar daqui a um ano. Poxa, que pergunta, Carol. Não sei.

E você, leitora, leitor, sabe onde gostaria de estar daqui a um ano? Costumamos, já disse isso, jogar a felicidade quase sempre para outro lugar, diferente do lugar onde estamos. Por quê? Por que a felicidade precisa estar sempre em outro lugar e em outro momento, e não no aqui e agora? Bichinhos tristes somos nós.

Não raro, sonhamos muito com algumas fantasias, um sonho que nos queima, mas que quando realizado nos faz olhar para os lados: pô, mas era isso? Era. A fantasia tem o poder de nos acenar com o irreal, quase sempre.

É por isso que alguns enfatizam e colocaram na moda a tal de “gratidão”, um processo de consciência que nos leva a agradecer aos céus os bens de que gozamos. Costumeiramente, nos lembramos desses bens só quando perdemos algum deles.

Sacrossanto, onde quero estar daqui a um ano? Quero estar numa passe de mágica com tudo o de que gozo hoje no mesmo lugar. – “Ah, mas aí é rotina cíclica, Prates, não tem nenhuma graça”! Cada um, cada qual; quero estar no mesmo lugar. E sejamos felizes!

 

Horror

Arrivistas me enojam. Muitos cultivam o exercício do network, aquela história de construir uma rede de amigos para numa necessidade a eles recorrermos. Que horror! Não se faz amigos pensando em favores futuros. Ontem li uma história sobre um americano que foi aprender golfe para estar mais perto dos “bacanas” e deles conseguir indicações interessantes. Esse tipo de gente merece um taco de golfe... Na cabeça. Pestes.

 

Safados

Da boca para fora, todos são honestos, quero ver na hora da tentação, com o cofre aberto e sem testemunhas... A manchete é antiga, mas reveladora do caráter do povo, maioria: - “50% dos brasileiros toleram nepotismo”, é o que diz uma pesquisa feita pela Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência da República.

O que isso quer dizer? Que se o “pessoalzinho” que anda aí pelas ruas tiver oportunidade, ah, vai botar a parentalha para ganhar no mole, como assessores e vantagens... Gentinha da moita, honestos de uma figa!

 

Falta dizer

Frase de almanaque de xarope contra a gripe: - “O futuro é criado pelo presente”. Prosaico? Então, me diga: quanto puseste no banco ontem? Esse ontem é o hoje. E o que fizermos hoje será o presente “amanhã”. Quem está na lona hoje não cuidou do “presente”, o ontem... Para pensar