Vou falar de uma frase, você sabe que frases tanto podem ser venenos quanto excelentes remédios... A frase é de um vencedor, um sujeito que cresceu na vida. Falo de Abílio Diniz, empresário muito rico, fundador da rede Pão de Açúcar de supermercados, origem pobre, família de portugueses sem eira nem beira quando chegou ao Brasil. E ele mesmo diz que se chegou onde chegou, largando do zero, qualquer um também pode chegar...

Abílio está com 81 anos. Mas parece ter 50 e poucos. Não me vou alongar sobre os exercícios físicos que ele faz por prazer há muitos anos, esses exercícios são parte da “juventude” dele. O que me traz a esta conversa é, como já disse, uma frase do Abílio.

Numa entrevista a um jornal de São Paulo, falando sobre os melhores “remédios” para uma vida saudável e feliz, Abílio disse: “Você precisa combinar com você mesmo com o que vai se estressar”. Bah, uma bomba!

Antes de me meter na frase do Abílio, é bom que fique claro que o estresse altera fundamentos da fisiologia humana, como os batimentos cardíacos, e leva pessoas à morte por razões que ela nunca imaginou. O estresse é um corrosivo das entranhas, mata aos poucos, mas mata implacavelmente.

O diacho é que a maioria que anda por aí diz que é bobagem, dá de ombros, não acredita. Mas que fique claro: o estresse é uma reação pessoalíssima. O que nos estressa é o valor que damos ao estímulo tomado como estressor, quer dizer, o estresse depende dos valores da pessoa, e valores são conceitos adquiridos, não mais.

E que também fique claro: reagimos aos estímulos considerados estressores como desculpas inconscientes para o que de fato nos está ardendo por dentro. Não queremos ver nossas verdades mais assustadoras e incômodas, e daí pulamos para os fatos do cotidiano, os responsabilizamos. Tudo “fake news”. O que nos incomoda não queremos ver, ver e admitir nos exigiria ações que não estamos dispostos a assumir ou admitir. Medo puro. E tome estresse. Escolher o que nos deve estressar, como disse o Abílio, nos levaria a uma conclusão apocalíptica: nada vale a pena, nada dos convencionais do cotidiano. O que vale a pena? Saúde, família e liberdade. O mais é “apenas” nossas loucuras. Quem fecha a porta para o estresse tem saúde, vida longa e é feliz.

Piada

Um sujeito notou que um amigo dele não tinha voz ativa em casa, a mulher mandava em tudo. Ele questionou o tal amigo. E ouviu dele que ele e a mulher tinham feito um trato ao casar: a mulher decidiria sobre as coisas menores e ele sobre as coisas importantes. - Sim, tudo bem, mas não te vejo mandando em nada, contesta o amigo. Ao que o marido respondeu: - “É que estamos casados há 40 anos e até hoje nada de importante aconteceu”! Pensando bem, o marido tem razão, afinal, o que é mesmo importante?

Falta dizer

Ninguém escapa, todos somos iguais. Sem bico, iguais. Você já notou que tratamos os nossos conhecidos pelo que são e os desconhecidos pelas roupas que usam? É o primeiro degrau para os grandes enganos. Julgamos, sim, pelas aparências.