Estamos com o pé no fundo do acelerador rumo às indecências, à impudência, à falta de respeito diante de tudo e todos... Alarme? Alarmismo barato? Não. Apenas um testemunho. Vamos a fatos e exemplos.

Faz alguns anos que uma mulher, mãe, em São Paulo foi às compras e levou a filha pequena com ela. A menina tinha uma pequena trela de couro presa ao pulso dela e à mão da mãe. O motivo daquela trela, daquela cordinha, era segurança, a mãe temia perder-se da filha, um descuido numa grande cidade pode ser fatal ou uma formidável dor de cabeça. Por segurança a mãe amarrou a pequena trela entre ela e a filha. Ah, pra quê!

Quando entrou num banco para retirar dinheiro, a mãe foi surpreendida pela intempestiva e estúpida ação de um homem que viu naquela trela de segurança entre mãe e filha uma violência contra a criança. Onde já se viu uma criança levada pela mãe como se fosse um bicho à cabresto? Foi o que pensou o estúpido. Resumo da história, todos pararam na delegacia.

Agora me diga, onde estava o erro da mãe? Que erro, se ela queria e buscava segurança para a filha pequenina? Lembrei dessa história vendo televisão nos últimos dias.

Num canal de programação evangélica, um pastor, também deputado federal, mostrou imagens de uma exibição de “arte” num concorrido museu de São Paulo. A arte consistia em um homem nu, totalmente pelado, e a segurar diante do sexo uma estátua de Nossa Senhora. Minutos depois, ele se abaixou, ficou de joelhos, pegou um ralador, desses de ralar queijo, e começou a ralar a imagem da Santa, até transformá-la em pó... Pessoas sentadas no chão em torno do “artista” aplaudiam...

E dia destes, na Globo, ampla reportagem sobre o direito artístico de livre expressão. Pode-se tudo, segundo os bastardos. Pode-se até, como foi mostrado, um outro sujeito nu, deitado como morto, e uma menina da assistência passando as mãos por sobre as pernas dele... A mãe por perto e tudo bem. Pode isso? Para os imundos, pode. Eles defendem a livre expressão e eu defendo a volta dos quarteis ao poder. Aí eles vão ver o que é bom para a Ordem e o Progresso. Imundos, vagabundos das falsas artes.

Meninos 

Outra da Globo. Duas meninas apareceram na sala de uma casa brincando, brincando até com vestidos de princesa, mas... Na verdade, não eram meninas, eram meninos. Os pais, “modernos”, disseram que não há sentido em cortar os cabelos dos meninos, afinal, cabelos nascem para crescer. E os meninos tinham lindos cabelos longos de... meninas. Nada foi discutido sobre “gênero” ou isso e mais aquilo, apenas que um dos meninos queria ter o cabelo da Rapunzel, foi o próprio menino quem disse isso... E tudo bem, uma baita festa, um dos meninos sentia-se uma princesa, mas sem deixar de ser menino. Tudo numa boa... Desliguei a tevê e fui beber uma cachaça bem forte, eu devia estar alucinando...

Falta dizer 

1997. Escrevi isto: - “Você é um cara direito e que dá boa aparência ao seu negócio? E ainda assim não está vendendo? Já tentou anunciar no jornal? Faça isso. Se você perder dinheiro, pago-lhe um bom café...