Agora é tarde

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

sexta-feira, 04:00 - 24/06/2016

Luiz Carlos Prates
Existe inferno? Claro que existe. Mas o pior dos infernos é o inferno que nós criamos por nossas ações. E, não raro, por nossas omissões, pelo deixar de fazer na hora certa. Sim, tudo tem hora certa na vida, tudo. Às vezes, podemos fazer de novo, mas nunca mais será como teria sido se fosse na hora certa... E você quer, por exemplo, inferno maior do que um dia dizermos a nós mesmos que: agora é tarde? Diachos, essa frase é de doer a espinha, agora é tarde. Dependendo do que for, melhor é tentar tapar esse sol com a peneira do “ah, não era tão importante”, ou buscar conformações com desculpas compensatórias que na verdade nada compensam, enganam, ou nem isso. Não há quem tenha passado por esta vida que não tenha tido seus lapsos, suas desatenções, tipo essa do não fazer o que devia ter sido feito e depois, olhando para trás, e diante do suspiro inútil, dizer que – agora é tarde. Pois é, mas ao mesmo tempo que convivemos com esse inferno do “agora é tarde”, temos um “comprimido” vitamínico de ordem espiritual, emocional, motivacional, o que for, que nos faz lembrar que “temos que viver a nossa vida, tenhamos a idade que tivermos”. Dito de outro modo, sem essa de sou muito moço ou sou muito velho. Talvez com essa postura, esse pensamento, possamos dar um jeito de contornar o trágico, o inferno do “agora é tarde”. E aí, mais uma vez, vamos cair no colo das pregações budistas do “aqui e agora”, que é de fato tudo o que temos. O ontem já foi, o amanhã não se sabe dele, fica-nos então nos braços o abençoado aqui e agora. E se alguém disser que o “aqui e agora” está indigesto, então, a saída só pode ser outra proposta, desafio: transformar o amargo limão do aqui e agora numa limonada anestésica, a espera de que tudo passe. Porque tudo passa. Há outra saída? Se a leitora souber, por favor, me mande dizer, sempre é bom ter no bolso uma nova saída, ainda que saibamos, ou devemos saber, que a saída tem que ser pessoal, ninguém nos pode pôr no colo, afinal, na ópera bufa da vida, queiramos ou não, somos os únicos personagens. Cada um de nós está absolutamente sozinho no “palco” dessa ópera. Criemos então o aplauso de que precisamos, se ele não nos resolver os problemas ao menos nos “anestesiará”, já é um conforto. E por que não felicidade! Malandros Há muitos malandros por aí querendo emprego só para dali a pouco criar razões para serem demitidos sem justa causa e pegar indenizações. São safados que precisam ter seus nomes propagados no mercado de modo a que não se coloquem mais. Os empregadores têm que ter uma lista com os nomes desses tipos e não os empregarem mais, sem que saibam das razões. Vagabundos. Falta dizer Quem quiser mudar o seu futuro, achando que ele está escrito, é fácil: mude o seu presente. O futuro não é outra coisa senão o presente recebendo o diploma...
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