Os aparelhos ortodônticos podem ser metálicos, coloridos, transparentes ou até mesmo invisíveis. Existem várias opções para cada tipo de má oclusão, mas podemos dividir os aparelhos em fixos e móveis; que podem ter efeitos nos dentes (ortodônticos) e/ou na estrutura óssea que sustenta os dentes (ortopédicos).

Os aparelhos ortodônticos fixos são formados por diferentes estruturas, tais como o famoso bráquete, os arcos, tubos e/ou bandas e os elastiques coloridos. Para muitos profissionais, o momento da colagem do bráquete no dente é a parte mais importante, já que ele é ponto de aplicação da força e juntamente com o arco, promover a movimentação dos dentes. A famosa “borrachinha” colorida, que o paciente escolhe e é trocada a cada manutenção, serve para fixar o arco aos bráquetes. Essas ligaduras possuem algumas desvantagens e uma delas é quando se trata da higiene, visto que o acúmulo de placa pode potencializar o aparecimento de cáries e de gengivite. Outro quesito negativo do uso aparelho convencional é o manchamento e desbotamento das ligaduras mais claras como as de cor branca. E o ponto mais importante a se considerar é o atrito causado pela ligadura que na maioria das vezes pode fazer com que o tratamento se prolongue um pouco mais. No entanto isso não faz do aparelho convencional ruim, muito pelo contrário, o resultado não depende exclusivamente do aparelho utilizado e sim do profissional a realizar o tratamento.

Uma novidade é que além dos bráquetes tradicionais, existem também os chamados bráquetes autoligados, que possuem algumas alterações em relação ao convencional. Nesse modelo de aparelho, o fio ortodôntico é passado por canaletas em cada bráquete e preso por pequenas tampinhas, já existentes em cada peça. Imagine como se fosse uma caixa, onde abrimos a tampa, colocamos o arco e fechamos novamente.

A ausência das borrachinhas no aparelho diminui o atrito entre o bráquete e o arco, uma vez que o elastique dificulta um pouco o deslize do dente no arco. Isso permite que o ortodontista aplique menos força para a movimentação, diminuindo o desconforto do paciente, além de obter resultados mais rápidos e mais eficazes. Existem estudos hoje que demonstram a redução de 30% no tempo de tratamento se comparado com o aparelho convencional. O aparelho permite também expansões na arcada dentária, tornando mais raras as extrações dentárias por criar espaços para a movimentação dos dentes. No entanto, não é uma obrigatoriedade. A retirada ou não de um dente tem de ser determinada pelo cirurgião-dentista ortodontista de acordo com cada caso do paciente.

A ausência das “borrachinhas” possibilitará, também, uma melhor higiene, uma vez que os elásticos acumulam mais placa bacteriana e em 30 dias já começam a degradar e perder força.

O aparelho autoligado pode ser encontrado na versão metálica, porcelana e safira.

Vale ressaltar que o aparelho sozinho é incapaz de promover qualquer diferença, mas sim o conhecimento do cirurgião-dentista ortodontista. Somente ele é capacitado em fazer o planejamento e o atendimento do paciente focado nas ações que vão dar o melhor resultado no melhor tempo de tratamento.