O setor de tecnologia está despontando em Santa Catarina e driblando a crise. O segmento cresceu 15% em 2015 no Estado, duas vezes mais que a média nacional, segundo a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). As 1,8 mil organizações catarinenses de base tecnológica empregam cerca de 20 mil pessoas, muitas delas vindo de outras regiões brasileiras e até outros países. Em janeiro, a entidade divulgou 50 empregos disponíveis nas áreas técnica, gestão e criação em Blumenau, Joinville e Florianópolis. A abertura do Centro de Inovação em Jaraguá do Sul é uma promessa para a região acompanhar a tendência.
O Geração TEC, programa do Governo do Estado de formação profissional para o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TEC), está com 725 vagas abertas em 15 cidades catarinenses, incluindo Jaraguá do Sul. São 400 vagas para Marketing Digital, 200 vagas para E-Commerce e 125 para Redes Sociais.
Os interessados devem se inscrever até dia 25 de fevereiro no endereço: bit.ly/cursos-geracaotec. “São cursos gratuitos e de curta duração. É uma boa oportunidade para aqueles que querem ingressar em um setor da economia que está em franca expansão no Estado”, declarou o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini.
Para participar, é necessário ter no mínimo 17 anos, ensino médio completo ou estar cursando o último ano, além de conhecimentos de lógica, inglês e boa fundamentação em matemática. Mais de seis mil pessoas concluíram as capacitações do Geração TEC em Santa Catarina até o ano passado.
O curso de Marketing Digital será aplicado nos municípios de Jaraguá do Sul, Blumenau, Brusque, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Palhoça, Rio do Sul, São Bento do Sul, São José e Tubarão. A capacitação em E-Commerce será nas cidades de Blumenau, Florianópolis, Joinville, Palhoça e Tubarão. Para quem quer participar da formação em Redes Sociais, há vagas para Chapecó, Criciúma, Itajaí, Joaçaba e São Bento do Sul.
O Geração TEC é uma parceria da SDS com entidades do setor de TIC, Instituto Internacional de Inovação (I3) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

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3,5%

Foi a queda no volume de serviços em Santa Catarina no ano de 2015, em comparação com 2014, segundo o IBGE. Em 2014, o segmento havia registrado um crescimento de 9%.

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1.963.952

Foi o número de empresas criadas no país em 2015, de acordo com a Serasa Experian. O número representa um aumento de 5,3% comparado com 2014. Microeemprendedores individuais puxaram o resultado.

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Crescimento

O único setor de serviços que aumentou o faturamento em 2015 no Estado foi o de informação e comunicação, com crescimento de 1,7%. Entretanto, o crescimento em 2014 havia sido de 10,6%.

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Maior queda

Serviços técnicos, administrativos e complementares foram os que mais sofreram retração no volume em Santa Catarina no ano passado, com queda de 8,2% no faturamento em relação a 2014.

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Menor demanda

De acordo com o Indicador Serasa Experian, a quantidade de pessoas que buscou crédito em janeiro de 2016 caiu 2,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Confecções

Entre as empresas nascidas no ano passado, a maioria (8,5%) foram do ramo de comércio de confecções em geral. O Rio de Janeiro foi o maior destaque: alta de 14,9% em relação a 2014.

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“Estocadora de vento”
A WEG foi relacionada como “estocadora de vento” pelo portal El País nessa semana. O veículo destacou o desempenho da empresa usando um termo que virou piada na boca da presidente Dilma Rousseff. A venda de aerogeradores da marca ajudou o segmento de energia a responder por 29% das receitas totais da empresa, tornando-se hoje o segundo maior mercado da companhia, destaca a publicação.

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Sammy Obara em Jaraguá

O movimento Excelência SC promove em Jaraguá do Sul uma palestra com Sammy Obara, que implementou o Sistema Toyota de Produção nas instalações da companhia no Japão, Brasil, Venezuela e Estados Unidos. O encontro é gratuito e ocorre dia 24 às 18h na Acijs.

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luís fernando almeida

O extravio de bagagens

Com as férias, as viagens. Que tempo bom, de grandes e boas lembranças. Todavia, às vezes, as lembranças não são das melhores. Principalmente para quem viaja de avião, o sonho pode se tornar um pesadelo. Não tem coisa pior do que você ficar com cara de “tacho” na frente da esteira cinco ou dez minutos depois que todos foram embora, até cair a ficha que realmente sua bagagem não veio.

Com o aumento de voos e, consequentemente de passageiros transitando pelos aeroportos, esses casos vêm aumentando consideravelmente. Quando tal situação ocorrer, o primeiro passo é se dirigir ao balcão da companhia aérea e registrar o ocorrido, preenchendo o RIB (registro de irregularidade de bagagem), formulário apropriado. Em seguida, procure a agência da ANAC que deve ter em todos os aeroportos comerciais e também registre o ocorrido. Depois, em não se conseguindo resolver o problema de imediato, mediante promessa da entrega nas próximas horas, procure o Juizado Especial Cível que também pode ter nos aeroportos, ou um posto ou Delegacia de Polícia para registrar um B.O. Só não resolve é brigar com o atendente da companhia aérea, não se estresse.

Em seguida, em sua cidade, procure o Procon, para tentar uma solução administrativa, ou o Juizado Especial Cível e acione a companhia, inclusive exigindo abalo moral por todo o transtorno sofrido. O artigo 6º, inciso VI e o artigo 14 do CDC, garantem a indenização, em caso de extravio da bagagem ou de danos causados no transporte. Para evitar tanto transtorno, sugere-se que tire fotos da bagagem, identifique com nome em etiquetas, declare o valor mais aproximado possível na hora de despachar, pois ele será a base do pedido de indenização, e sempre mantenha guardado os comprovantes (tickets) fornecidos pela companhia. É mais fácil ser prevenido, embora lhe caiba toda a razão nesses casos, a falta de comprovação pode ser prejudicial a sua reclamação. Outra coisa, a ação judicial, deve ser promovida o mais rápido possível, pois os danos causados nesses serviços, são de fácil identificação, obviamente, então, são de apenas 30 dias, conforme artigo 26, I, do CDC.