Nunca antes na curta história desta coluna houve tantos comentários, críticas e reações as mais variadas quanto com relação à edição anterior - “Treze Lições que a greve dos caminhoneiros deveria ter ensinado ao Brasil”.

Para evitar constrangimentos, prefiro não identificar as pessoas que fizeram comentários positivos ou negativos, tanto pelo e-mail como pelo Whatsapp. Começo por uma advogada que hoje trabalha em São Bento do Sul, que se ateve apenas ao item 3, em que apontei o engano daqueles que alegam que não vão pagar a conta deixada pelo governo Dilma na Petrobras – especialmente a classe média. Pois a advogada escreveu o seguinte:

“Lembrei de uma frase, mas não sei o autor, que diz que ‘a classe média brasileira, que se considera a elite do país, não quer direitos, quer apenas privilégios’. Ou seja, garanta o meu e a sociedade que pague por isso”. Concordo, apenas com uma ressalva: é a classe média que carrega o país nas costas e por isso se sente no direito de tentar não pagar mais essa conta – porém, infelizmente, isso é utopia.

Um empresário de Jurerê Internacional qualificou o texto de “fantástico, você conseguiu reunir tudo que eu estava pensando, mas não conseguia sistematizar”. Um jornalista de Joinville fez ressalvas a alguns dos 13 itens e considera que faltaram outras considerações, como por exemplo sobre o desempenho político do governo Temer. “Essa greve serve mesmo para muitas outras análises do Brasil atual”, escreveu outro jornalista, de Florianópolis.

E assim me vejo impelido a concordar com esses dois leitores, ainda mais depois que recebi de um petista, com quem vivo polemizando, o seguinte comentário: “Na verdade, você fez uma defesa disfarçada do governo Temer. E também é verdade que você sempre foi mesmo coxinha, mas se esconde atrás da carapuça de vítima da ditadura”.

Não deveria responder – talvez nem publicar – mas gostaria de dizer à “mortadela” que não afirmei e em momento nenhum fui vítima (direta) da ditadura, mas testemunha de atos de força horríveis, como jornalista e amigo de famílias perseguidas. Mas é neste ponto que me vejo obrigado a concordar com os dois jornalistas que disseram faltar outras análises.

Sem dúvida, uma que faltou foi aquela que contemplaria exatamente esse Fla x Flu nacional entre coxinhas e mortadelas, que deveriam estar lanchando juntos e debatendo de forma civilizada sobre quais são os caminhos dessa imensa crise institucional que vive o nosso país – e não são só os três poderes não, mas todos aqueles que consideram a radicalização (incluindo greves como a dos caminhoneiros, da Petrobras e da Eletrobras agora) como a porta de saída.

Futuro da república sindicalista

Deixei por último o comentário – que me surpreendeu – de um representante de entidade patronal, que preferiu dizer que o que faltou em termos de lições é que os empregados estão revoltados com a reforma trabalhista e com o fim da contribuição sindical, que vêm abalando seriamente boa parte dos 17 mil sindicatos brasileiros (temos 90% do total sindicatos do planeta, o segundo colocado é a África do Sul, com 191) e, por consequência, as entidades representativas de patrões e empregados. Acho que é o contrário: enquanto perdurar a república sindicalista a gente não conserta o país.

Rôgga no Sapiens

A primeira obra realizada pela Rôgga Engenharia – unidade de negócio voltada para concepção de obras comerciais e corporativas da Rôgga Empreendimentos, ganha forma dentro do Sapiens Parque (foto), em Florianópolis. É o Centro de Inovação Certi - Sapiens, novo espaço da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras. A construção de quase 3 mil metros quadrados foi iniciada em julho de 2017 e tem previsão de conclusão em dezembro deste ano. De acordo com o gerente de engenharia da Rôgga, Gabriel Fernandes Bononi, as etapas de terraplenagem até o reboco interno já foram finalizadas.

“No momento, estão em execução os serviços de instalações elétricas, hidrossanitárias, além das instalações de todo o sistema preventivo de incêndio e finalização de reboco de fachada. Para os próximos meses, serão iniciadas as etapas de acabamento, que englobam os revestimentos de piso e parede, pintura interna, revestimentos de fachada, louças e metais”, informa.

O Centro de Inovação vai receber grandes empresas, startups e projetos em parceria com instituições de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento de projetos, produtos e serviços. O investimento previsto é de mais de R$ 5 milhões.

Contadores

O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Wellington Leonardo da Silva, e o presidente do Conselho Regional (Corecon-SC), Alexandre Flores, estarão em Chapecó no próximo dia 20 para participar do 1º Encontro dos Egressos do Curso de Economia da Unochapecó. São esperadas cerca de 150 pessoas entre alunos e egressos da graduação. Será lançado o Clube do Egresso e, de acordo com a professora Bruna Furlanetto, “o propósito é promover a formação continuada para os egressos e o networking dos atuais alunos com aqueles que já passaram pela universidade”.

Museus

Na segunda-feira da semana que vem, dia 18, o Museu WEG de Ciências e Tecnologia, em Jaraguá do Sul, reunirá estudantes de história, artes, museologia e antropologia para participar de um debate a respeito do cenário museológico no Estado.

O evento, “Conversando sobre Museus”, é uma iniciativa do Sistema de Museus de Santa Catarina (SEM/SC) para discutir temas como perspectivas e concepções de trabalho para o setor. Em formato de mesa-redonda, esses encontros são realizados em diferentes regiões, de forma gratuita. Para participar é necessário fazer a inscrição no site www.museuweg.net.

Enfermagem

Joinville sedia o 3º Encontro Catarinense de Enfermagem neste fim de semana, na Expoville. O evento é promovido pelo Hospital Dona Helena. Nadia Cristina Brach, coordenadora do programa de educação continuada do hospital, explica que o objetivo é “estimular o aprendizado e o compartilhamento de ideias”.

O tema definido para este ano é Ferramentas assistenciais - A evolução e o avanço da assistência. “Esperamos que nosso público venha empolgado. Queremos instigá-los a pensar mais no desenvolvimento pessoal através do profissional’, diz a gerente de enfermagem do Hospital Dona Helena, Ana Brito.

Programação

Para abrir o evento, na sexta-feira, dia 15, Ramiro Novak, CEO do Center for Leadership Studies do Brasil, fala sobre O líder digital. Em seguida, Marcelo Francisco Vieira Ramos, enfermeiro coordenador do pronto-socorro do Hospital Leforte (SP), ministrará a palestra “Lean health care - O desafio do lean nos hospitais e sua aplicação”. No período da tarde, “Indicadores de gestão” estarão em pauta na palestra de Martha Silva, da MLS Consultoria em Qualidade.

Depois serão apresentados cases de sucesso de alguns hospitais. No segundo dia do encontro, a programação será dedicada aos workshops. O evento é aberto para profissionais e estudantes da área. Inscrições pelo site.