Você tem andado muito esquecido? Perde as chaves com frequência, esquece onde guardou uma peça de roupa? Pequenas falhas de memória se tornam cenas clássicas do cotidiano por sua repetição, podendo gerar grande impacto na vida de algumas pessoas.

Vários fatores influenciam direta e indiretamente o desempenho da memória e, nos consultórios de neurologia, apenas uma parte das queixas está realmente relacionada à falha da memória em si. A maior parte dos problemas decorre não de falhas na estrutura ou funcionamento fisiológico da memória, mas, sim, de interferências no percurso que uma informação precisa trilhar para ser satisfatoriamente memorizada e cujo principal contribuinte é a atenção.

Trata-se de um circuito com três etapas que a informação precisa percorrer para ser armazenada e esteja disponível quando necessária: processamento, consolidação e evocação. Elas ocorrem em estruturas do cérebro como lobo temporal, lobo frontal, hipocampo, amígdala e outras, variando conforme a fase do processo e o tipo de memória armazenada. Assim, o cérebro seleciona a informação atribuindo a ela uma determinada importância, conscientemente ou não, guarda e a resgata quando é requisitada.

As informações mais relevantes, e que tiverem percorrido com sucesso o trajeto entre as áreas do cérebro, poderão ser armazenadas tornando-se memórias de longo prazo. Se a atenção estiver prejudicada o processo de armazenamento também será. Nesse sentido, as boas condições de percurso da informação podem ser resumidas em um cérebro atento, equilibrado emocionalmente, sem lesões ou deficiências nutricionais, ou seja, saudável e; descansado.

Muitas vezes, sem que a própria pessoa perceba a causa, grandes problemas de memorização ocorrem durante momentos de fragilidade mental, como na privação de sono, na sobrecarga mental por estresse e em distúrbios como depressão e transtornos de ansiedade. São quadros que têm em comum dificuldades de memória e de atenção, lentidão para resolução de problemas e para planejamentos, devido à alteração em áreas do cérebro como as relacionadas à regulação do humor, motivação e memória.

Nesses casos, faz-se necessário uma avaliação completa com uma bateria de testes cognitivos, laboratoriais e dependendo do quadro, de imagem para avaliar as possíveis causas e traçar o melhor tratamento.

O estado emocional tem grande influência sobre o funcionamento cerebral, um cérebro doente não consegue processar, armazenar e evocar as memórias com a mesma facilidade e rapidez que de uma pessoa com a mente e corpo sãos. Por isso continuemos a cuidar bem da nossa saúde física e mental, em busca de longevidade e melhora da qualidade de vida.

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