Por Nelson Luiz Pereira - conselheiro editorial do OCP

Sustentávamos em nosso Editorial da edição de quarta-feira (8) que a pandemia que ora vivenciamos, está nos submetendo à muitas provas.

Argumentávamos que, por conta da Covid-19, passaríamos a perceber com mais lucidez, o quão criativos e resilientes somos; descobriríamos o quão precavidos somos contra contingências; entenderíamos o real valor de uma poupança; mediríamos com mais precisão, o grau de eficiência, eficácia e cumprimento do papel do Estado enquanto protetor da sociedade; teríamos, outrossim, uma consciência mais acurada sobre o que é “necessidade”, mais seletiva sobre o que é “consumo”, e mais crítica sobre o que é “saúde e higiene”.

Providencialmente, o tema “saúde e higiene” nos motiva, agora, a uma discussão acerca do uso da máscara facial. Obviamente, trata-se de uma questão complexa que envolve uma série de variáveis.

De antemão, ressalta-se que a adoção de máscaras é mais um reforço de proteção, não ignorando-se, porém, que manter a distância das pessoas e lavar as mãos, constante e corretamente, são medidas determinantes para prevenir o contágio.

Cabe evidenciar, também, que alguns países asiáticos como Japão, Taiwan, Tailândia, Coréia do Sul, e alguns europeu como República Tcheca e Áustria, adotam mais intensamente o uso da máscara. Não o fazem por orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas por decisão própria. Por entenderem, notadamente o Japão, que não se trata somente de auto proteção, mas, de proteção do outro.

Tem a ver, também, com senso de cidadania. Embora no Brasil não tenhamos certas características e a densidade demográfica dos países citados, que possamos herdar, da Covid-19, a cultura da máscara em ambientes de grande circulação e concentração

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