A nova construção do saber, requer práticas e ferramentas inovadoras para o processo de ensino aprendizagem. Um modelo que permita ao educando, ler além dos textos, compreender além das imagens, interagir além do presencial e aprender além da sala de aula. Que permita, acima de tudo, a inclusão.

Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria Organização das Nações Unidas (ONU), apontam que cerca de 15% da população mundial (mais de 1 bilhão) possui algum tipo de deficiência (física, sensorial, intelectual ou psicossocial). Difícil acreditar que já houve um cruel momento da história da humanidade, em que essas pessoas eram naturalmente segregadas da educação por sua condição.

Na nova sociedade, porém, a inclusão é um direito fundamental, e representa uma conquista de relevante sentido. Por isso, qualquer esforço dessa natureza deve ser enaltecido, embora a realidade mundial nos revela que o déficit de inclusão ainda é considerável. É muito comum, em Jaraguá do Sul, testemunharmos exemplares iniciativas e ações de escolas nessa direção.

Ou seja, praticando uma educação inclusiva com o compromisso de desconstruir uma persistente herança histórica de crenças e valores culturais, que têm estigmatizado as pessoas com deficiência. Essas escolas sabem que o novo paradigma de educação pressupõe uma abordagem holística, onde o todo é maior que a soma das partes.

Nesse novo modelo, não se concebe dicotomia entre o ser humano e seu meio. Caberá, então, à instituição de ensino, disponibilizar do meio ideal para que o educando, independentemente de sua condição, seja protagonista de seu aprendizado, e o educador, um competente facilitador e orientador.

Esta é a educação orientada para o futuro que deveria contaminar a Nação, com vistas à formação e evolução da sociedade.