A Justiça Eleitoral de SC vai participar do projeto-piloto com biometria no Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas nas Eleições 2022.

Na quinta-feira (15), o TSE realizou uma simulação do projeto em Brasília, da qual participaram ministros, autoridades e imprensa. Durante as eleições deste ano, 641 urnas serão submetidas ao Teste de Integridade em todas as 27 Unidades da Federação, por meio de sorteio aleatório. Desse total, 56 urnas serão testadas com a novidade, o que representa um percentual de 8,74%.

Conforme informou o portal do TRE-SC, em Santa Catarina a auditoria de integridade das urnas será nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) em 2 de outubro, mesmo dia do pleito. Na véspera, dia 1º, haverá o sorteio das 27 urnas que passarão pelo Teste no dia seguinte. O número de equipamentos que serão submetidos à iniciativa com biometria ainda será definido.

O procedimento está previsto na Resolução TSE nº 23.673/2021, e já ocorre há 20 anos em eleições brasileiras. É uma votação pública, aberta e auditada, realizada em urna já pronta para a eleição. Em processo filmado, os votos são digitados na urna, contados e o resultado comparado à totalização. Essa espécie de batimento tem como objetivo verificar se o voto depositado é o mesmo que será contabilizado pelo equipamento.

No dia 2 de outubro, enquanto ocorre a votação oficial das 8h às 17h, os números anotados em cédulas previamente preenchidas são digitados, um a um, nas urnas eletrônicas. Paralelamente, cada voto em papel também é registrado em um computador.

Concluído o Teste, às 17h, o resultado é apurado na urna e confrontado com o obtido através da apuração manual. Essa comparação é feita com o intuito de aferir se o voto eletrônico funcionou adequadamente e se os votos em papel, digitados na urna, foram os mesmos registrados pelo aparelho.

Durante a fiscalização, ainda é verificado se há coincidência entre as cédulas; os boletins de urna; os relatórios emitidos pelo sistema de apoio à auditoria e o Registro Digital do Voto (RDV), a tabela digital em que são assinalados os votos eletrônicos. Segundo o TSE, até hoje não foi constatada nenhuma divergência em ambos os processos filmados a todo o tempo e transmitidos ao vivo pelo canal do TRE-SC no YouTube.

Hospital Jaraguá

A Câmara jaraguaense, aprovou em sessão ontem, moção de apelo que solicita à Prefeitura a concessão de recursos ao Hospital Jaraguá para que a instituição possa implementar o seu novo plano diretor. Representantes do Hospital estiveram no Legislativo no mês passado para apresentar o projeto de ampliação da unidade aos parlamentares. A moção é de autoria da Comissão de Saúde da Casa de Leis, presidida pelo vereador Jonathan Reinke (Podemos), e assinada por todos os demais vereadores. A moção foi aprovada e enviada ao Executivo para análise do prefeito Jair Franzner.

Plano

O plano diretor prevê a construção de dois novos prédios: um para o bloco administrativo e outro para um novo bloco hospitalar. Com a ampliação, o Pronto Atendimento Infantil, por exemplo, passará da capacidade de 4 mil para 8 mil atendimentos mensais. Já o PA Obstétrico deve subir de 2 mil para 4 mil procedimentos por mês. As obras também devem otimizar os espaços da instituição, melhorando o fluxo entre os setores e separando os ambientes com mais eficiência. O investimento na primeira fase será de aproximadamente R$ 16,6 milhões e na segunda, chegará a R$ 20 milhões.

Cirurgias eletivas

O deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB) defendeu urgência na desburocratização e modernização do sistema que define e organiza a realização de cirurgias eletivas no Estado. A manifestação do parlamentar ocorreu diante da inconsistência dos dados do cadastro de pacientes revelada por representantes da Secretaria de Estado da Saúde, na quarta-feira, durante audiência pública convocada pela Comissão de Saúde da Alesc para prestação de contas da secretaria.

Espera

Na reunião foi confirmado que uma varredura na lista de espera por cirurgias eletivas está em execução, sendo que até o momento, dos 26,4 mil pacientes que já se buscou contato com base nos dados do cadastro, 14 mil pacientes não foram encontrados; 1,9 mil já fizeram o procedimento e 1,5 mil já não têm mais interesse em realizar a cirurgia. O deputado disse que é preciso otimizar esses processos e envolver além do governo estadual, os municípios, hospitais filantrópicos e o próprio cidadão que precisa manter seus dados atualizados.