A Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu) entrega hoje uma carta aberta ao governador Carlos Moisés (PSL) e às autoridades de Segurança Pública do Governo do Estado em que solicita a revisão da possibilidade de exoneração do delegado regional Adriano Spolador, anunciada esta semana. A carta é assinada por 27 autoridades que representam desde prefeituras, câmara de vereadores, associações empresariais, promotorias de justiça da comarca, OAB, CDL e demais entidades ligadas à segurança pública na região.

Adriano Spolaor está à frente da delegacia regional há três anos, mas atua em Jaraguá do Sul há mais de 10. Na troca de governo no começo do ano, o cargo de delegado regional já havia sido alvo de indicação política do PSL. Na época, houve um posicionamento das lideranças regionais para impedir a substituição do delegado, levando em consideração que, acima da escolha política, deve ser considerado o trabalho técnico e diferenciado desenvolvido por Spolaor na região. Agora, mais uma vez, o delegado está com o cargo na berlinda.

Rapidamente, foi realizado um movimento pela permanência do delegado unindo forças políticas, empresariais e judiciárias e que demonstra a importância do trabalho realizado por ele em prol da segurança regional. Em reunião na manhã de quarta-feira (22), na Prefeitura de Jaraguá do Sul, prefeitos, vereadores, promotores, advogados e representantes do setor produtivo da região reuniram-se e formularam a carta aberta ao governador Carlos Moisés solicitando a permanência de Spolaor.

Em um dos trechos da carta consta que: “Jaraguá do Sul e região, não por acaso, são aclamadas nacionalmente pelos números da segurança pública, eis que os ostentam de forma segura e invejável, conquanto, é sabido, há forte agregação do Executivo, do Judiciário e do Legislativo em conjunto com entidades e órgãos que visam ao bem da coletividade. Em tal contexto, o trabalho do delegado de Polícia, Adriano Spolaor, à frente da 15ª Delegacia Regional de Polícia de Jaraguá do Sul, tem sido de extrema relevância para que parcerias públicas e público-privadas se transformem em efetividade no combate tenaz e vencedor frente à criminalidade.”

O documento destaca ainda que podem existir outros profissionais que poderiam sucedê-lo, mas que caso isso ocorra, deixaria inconclusas políticas públicas de segurança efetivadas em parceria com diversos setores da região e “por  muitas mãos, quando, sabemos, há localidades que muito precisam de revitalização profissional”, destaca a carta. O documento  é  finalizado solicitando que o governador Moisés e autoridades de Segurança Pública do Estado deem atenção especial  para que o pleito da manutenção do trabalho do delegado no atendimento da região seja atendido.

Confira mais informações no vídeo:

Curso para vereadores

A Associação de Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi) em parceria com o Programa Interlegis do Senado Federal oferece esta semana curso para ampliar o conhecimento na área de cerimonial, protocolo e comunicação para vereadores, assessores e servidores das câmaras municipais. A formação iniciou ontem e encerra na sexta-feira (24) na Câmara Municipal de Guaramirim. O instrutor é o coordenador de Planejamento e Relação Institucionais da Interlegis do Senado Federal, Francisco Etelvino Biondo.

Ferrovias

O vereador de Guaramirim Ramon da Silva (PSD) apresentou moção esta semana para ser encaminhada ao senador Jorginho Mello (PR/SC) pedindo que seja aprovado projeto de lei para reduzir de 15 para 5 metros a faixa não edificável ao longo das ferrovias. Segundo o vereador, esta redução garante o desenvolvimento urbano, uma vez que a faixa não edificável atinge diretamente a propriedade particular.

Mais médicos

Ação Civil Pública (ACP) ajuizada na terça-feira (20) pelo Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina pede que a Justiça Federal determine à União que promova imediata publicação de edital para renovação da adesão dos municípios ao projeto Mais Médicos para o Brasil, visando a alocação de médicos nos municípios que, em 10 de maio - data do último edital, tinham vagas ativas. A ação pede ainda que a União, por meio do Ministério da Saúde, proceda a imediata contratação e alocação de médicos nas vagas indicadas no edital.

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