O candidato ao governo que começou a organizar coligações mais cedo colheu os resultados esperados. Gelson Merisio (PSD) conseguiu reunir na aliança Aqui é Trabalho nada menos do que 15 siglas. Ele encara com tranquilidade a tarefa de acomodar os 15 partidos em um eventual governo.

Merisio garante que a geografia das urnas acaba no dia 7 de outubro, data do primeiro turno, e que os partidos da aliança sabem que dos 1,4 mil cargos em confiança existentes no Estado, 1,2 mil serão extintos, incluindo aí todos os nomeados para as Agências de Desenvolvimento Regional. “Portanto, não haverá cargo para ser distribuído.

Os 200 remanescentes serão para funções e qualificações específicas, para contribuir com o servidor efetivo, que será valorizado e empoderado. Isso passa por qualificação, capacitação, remuneração e identificação de talentos para uma reclassificação, por exemplo.”

Educação, Saúde e Segurança Pública estarão entre as prioridades do Plano de Governo, coordenado pelo ex-secretário de Estado da Defesa Civil Rodrigo Moratelli. Transversalmente, Merisio não abre mão de trabalhar para tirar da linha da miséria extrema famílias catarinenses que somam mais de 300 mil pessoas, pulverizadas no estado.

“É função do Estado equilibrar oportunidades e proteger os desamparados. Vamos ter que identificar, mapear e desenvolver um plano de ação para dar condições de vida digna a estas pessoas.” Quanto ao mote de campanha, o candidato do PSD responde de bate-pronto: “Nossa campanha vai ser marcada pela verdade, pelo discurso assertivo, pela exposição das convicções”. Para ele, a agenda do próximo governador será muito dura e para que possa ser cumprida os temas polêmicos devem vir á tona durante a campanha.

“A sociedade não vai aceitar surpresa a partir de janeiro, ou seja, um discurso na campanha e outro na prática”, afirmou. Quanto aos companheiros de chapa, Gelson Merisio trata como certas as eleições de Esperidião Amin e Raimundo Colombo como senadores, além de 23 deputados estaduais e oito federais.

Representatividade de militares

A Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors) completa 19 anos nesta quinta-feira. Comemora não só a data, mas a evolução que obteve ao longo dessas quase duas décadas, especialmente no que diz respeito à representatividade. Tanto que, nesta semana, realizou uma reunião para a apresentação de sete oficiais que vão concorrer nas próximas eleições.Entre eles o candidato ao governo pelo PSL, Carlos Moisés da Silva.

O presidente da Acors, coronel da reserva Sérgio Luís Sell (foto), disse que dos cerca de 1.550 oficiais do Estado, entre policiais e bombeiros, 1,4 mil são associados. “É importante ocupar espaços para a mudança da Segurança Pública”, explicou, lembrando que, entre outros serviços, a Acors mantém o acompanhamento de propostas legislativas. Um dos objetivos neste sentido é a construção do Plano de Proteção Social dos Militares do Estado (Previdência).

Renovação

A redução do tempo de campanha e a restrição de gastos deve favorecer os nomes mais conhecidos nas próximas eleições. E tornar o jogo difícil para quem está chegando agora na política. Ainda assim, com as listas apresentadas pelas siglas é possível afirmar que a Assembleia terá uma renovação mínima de 27,5%.

É que sete dos 40 parlamentares atuais vão disputar outros cargos - Ana Paula Lima (PT), Carlos Chiodini (MDB), Darci de Matos (PSD), Dirceu Dresch (PT) e Ricardo Guidi (PSD) são candidatos à Câmara federal, enquanto Gelson Merisio (PSD) vai ao governo e Narcizo Parisotto (PSC) é suplente ao Senado. Outros quatro, por diferentes motivos, simplesmente desistiram de concorrer à reeleição, caso de Aldo Schneider (MDB), Antonio Aguiar (PSD). Fernando Coruja (Podemos) e Leonel Pavan (PSDB).

Na bancada federal

a renovação parte de um patamar mais elevado - 50%. Dos 16 deputados, somente oito vão tentar a reeleição. Mauro Mariani (MDB) e Décio Lima (PT) vão disputar o governo do Estado; João Paulo Kleinübing DEM, é candidato a vice; Jorginho Mello (PR) e Esperidião Amin (PP) vão disputar o Senado; Jorge Boeira (PP) e Cesar Sousa (PSD) não vão buscar a reeleição. E João Rodrigues (PSD) está com situação indefinida.

Portas abertas

Após o processo de confirmação de chapa majoritária, o candidato Gelson Merisio foi fazer uma visita especial a Ninfo König, em Joinville, que chegou a ser cotado para ser seu vice. Foi bem recebido e bem sucedido ao fazer o convite para que o empresário e vereador, de 77 anos, contribua no processo eleitoral na região Norte. König terá portas abertas tanto para acrescentar propostas ao plano de governo como para ajudar na administração no caso de uma vitória de Merisio na eleição em outubro.

Reforço escolar

O deputado Neodi Saretta (PT) protocolou Moção no Legislativo manifestando contrariedade ao fechamento das turmas do Programa Estadual Novas Oportunidades de Aprendizagem (Penoa), que garante reforço escolar no contraturno aos  alunos com dificuldade de aprendizagem. Para Saretta, o Penoa é de grande importância para o sistema de ensino e promoveu grandes saltos na qualidade de ensino e aprendizagem dos estudantes.